Professores e servidores protestam em Caxias do Sul após ataque a docente dentro de escola

Publicado em 02/04/2025
por Filipe Brogliatto

Manifestação lotou o plenário da Câmara de Vereadores e seguiu para Secretaria de Educação

A rede municipal de ensino de Caxias do Sul vive um dia de mobilização após o violento ataque sofrido por uma professora da Escola Municipal João de Zorzi, no bairro Fátima Baixo. Nesta quarta-feira (2), professores e servidores protestaram na Câmara de Vereadores e marcharam até a Secretaria Municipal de Educação (SMED), no Centro, exigindo medidas urgentes de segurança nas escolas.

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Durante a sessão ordinária na Câmara de Vereadores, o plenário ficou lotado de manifestantes. O clima ficou tenso quando a secretária municipal de Educação, Marta Fattori, discursou, sendo alvo de críticas dos profissionais presentes. O prefeito Adiló Didomenico também foi vaiado ao se pronunciar. Ele defendeu o respeito dentro das salas de aula e a redução da maioridade penal, atualmente em 18 anos.

Após a sessão, os manifestantes saíram em caminhada até a sede da SMED, na rua Borges de Medeiros, onde continuaram o protesto. Os professores exigem medidas concretas para garantir sua segurança no ambiente escolar.

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Adolescentes suspeitos são apreendidos
O crime ocorreu na tarde de terça-feira (1º), quando a professora de inglês foi agredida a facadas por alunos dentro da sala de aula de uma turma 7º ano, no primeiro período do turno da tarde. A docente segue internada em estado estável no Hospital Unimed. O caso levou ao cancelamento das aulas em toda a rede municipal nesta quarta.

Os três adolescentes suspeitos do ataque foram capturados ainda na terça-feira de tarde. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), sob comando da delegada Aline Martineli, apontam que uma adolescente de 13 anos, que não teria participação direta no ataque, foi ouvida e liberada.

Já os outros dois adolescentes, de 14 e 15 anos, suspeitos de planejar e executar a agressão, foram encaminhados ao Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE). A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança da escola, mas há indícios de que os próprios alunos possam ter desativado os equipamentos para tentar apagar provas do crime.